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Enzima descoberta na Amazônia pode triplicar produção de etanol, diz pesquisa

Publicado: Quarta, 06 de Junho de 2018, 10h18

Descoberta de pesquisadores do CNPEM, em Campinas, e da UFSCar, de São Carlos, permite a utilização da palha e bagaço da cana-de-açúcar na produção do biocombustível.

Enzima descoberta em micro-organismos que vivem no lago Poraquê, na Amazônia, capaz de liberar açúcares fermentáveis da palha e do bagaço da cana-de-açúcar, pode triplicar a atual produção de etanol do Brasil. A afirmação é do pesquisador Mario Tyago Murakami, do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), e um dos coordenadores do estudo.
De acordo com Murakami, a enzima chama a atenção por possuir propriedades funcionais capazes de aumentar a eficiência na produção do chamado etanol de 2ª geração (E2G). O estudo apontou que ela é protagonista no processo de “Sacarificação e Fermentação Simultânea (SSF)”, liberando açúcares da biomassa simultaneamente à produção de etanol.
“Se você pensar na indústria da cana, um terço da produção vira açúcar de mesa e etanol. Os outros dois terços são a palha, que fica no solo, e o bagaço. Então, se utilizá-los, você consegue triplicar a produção de etanol sem plantar nenhum hectare a mais. Você otimiza o uso da terra com um processo mais eficiente”, explica Murakami.
A análise estrutural da enzima foi realizada pela equipe coordenada por Murakami no Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), no CNPEM, em Campinas. Já o trabalho de bioprospecção na Amazônia ficou sob responsabilidade do professor Flavio Henrique da Silva, da UFSCar, de São Carlos (SP). A pesquisa é financiada pela Petrobras.

Fonte: http://cnpem.br/enzima-descoberta-na-amazonia-pode-triplicar-producao-de-etanol-diz-pesquisa

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Assunto(s): CNPEM , Etanol , Inovação
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