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Cientistas imprimem o primeiro coração em 3D usando células do próprio paciente

Publicado: Terça, 16 de Abril de 2019, 10h00 | Última atualização em Quarta, 30 de Outubro de 2019, 13h47

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Tel Aviv revelou ter criado um coração feito com tecido do próprio humano que precisa receber o transplante.

Na segunda-feira, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Tel Aviv revelou um coração feito das células e do material biológico do próprio paciente, que foi construído a partir de uma impressora 3D. O avanço foi publicado na revista Advanced Science, e conseguiu produzir um coração inteiro, com células, vasos sanguíneos, ventrículos e câmaras - uma melhoria significativa em relação às tentativas anteriores que apenas imprimiam tecidos simples sem vasos.

“Esta é a primeira vez que alguém em qualquer lugar conseguiu projetar e imprimir um coração inteiro repleto de células, vasos sanguíneos, ventrículos e câmaras", disse o professor Tal Dvir, que comandou a equipe. "As pessoas conseguiram imprimir em 3D a estrutura de um coração no passado, mas não com células ou vasos sanguíneos".

O processo de criação do coração começou com uma biópsia e retirada de tecido adiposo do paciente. O material celular dos tecidos foi usado como "tinta" para o trabalho de impressão e isso permitiu aos pesquisadores criar modelos complexos de tecidos, incluindo adesivos cardíacos e o coração inteiro. Deve-se notar que o coração não é muito grande - é apenas do tamanho do coração de um coelho. Entretanto, a tecnologia que o tornou possível poderia eventualmente levar à produção de um órgão de tamanho humano.

O próximo passo, segundo a equipe, é ensinar os corações a operar em humanos, mas primeiro, eles irão transplantá-los em animais e posteriormente em pessoas. A esperança é que dentro de “10 anos, haverá impressores de órgãos nos melhores hospitais do mundo, e esses procedimentos serão conduzidos rotineiramente”, disse Dvir. Essa seria uma boa solução para diminuir as filas por transplantes, que hoje podem demorar anos de espera.

Fonte: Olhar Digital

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