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Criadouro de São José reintroduz animais na natureza

Publicado: Segunda, 01 de Setembro de 2014, 10h38 | Última atualização em Quarta, 14 de Janeiro de 2015, 16h08

Provenientes de apreensão de órgãos ambientais de fiscalização como Secretaria de Meio Ambiente, Ibama, Polícia Ambiental, Polícia Federal, Polícia Civil e também entrega voluntária de munícipe, criadouro de animais da UNIVAP se consolida como referência na região de São José dos Campos

 

O Criadouro Conservacionista da Universidade do Vale do Paraíba (Univap) tem se estabelecido como o principal reduto para animais silvestres de São José dos Campos. A área recoberta por mata atlântica e com algumas lagoas surgidas em cavas de extração de areia comporta atualmente a soltura de animais recuperados por entidades e pela Polícia Ambiental.

Na última semana foram liberados na natureza 25 animais, sendo um cachorro do mato, 18 periquitos maracanã e 6 maitacas de Maximiliano.

O espaço está completando 15 anos de trabalho de resgate e recuperação de diversos animais silvestres em processo de mudança de categoria para Centro de Reabilitação da Fauna Silvestre (Cras).

Neste período foram 19.300 animais recebidos, algo próximo aos 1.300 por ano, sendo que 14.080 puderam ser reintroduzidos na natureza depois de um longo trabalho realizado pelos profissionais do local.

Os novos moradores do lugar foram soltos dentro da área de preservação da Universidade.

Segundo a bióloga Karla Andressa Ruiz Lopes, responsável pelo Criadouro, dos animais que chegam a predominância é de aves, seguidos de répteis e mamíferos.

"È importante que as pessoas compreendam que comprar animais silvestres é incentivar o tráfico de animais e que diferentemente do animal doméstico, como gatos, cachorros, galinhas, o animal silvestre não se acostuma com a presença humana e tem inclusive dificuldade de se desenvolver", diz.

A maior parte dos animais que chegam ao Criadouro para recuperação é proveniente de apreensões. Entre os mais comuns estão araras, tucanos, papagaios e os macacos.

Os exemplares destinados ao criadouro são provenientes de apreensão de órgãos ambientais de fiscalização como Secretaria de Meio Ambiente, Ibama, Polícia Ambiental, Polícia Federal, Polícia Civil e também entrega voluntária de munícipes.

A destinação destes animais, dependendo de suas condições e da espécie, pode ser adotada a soltura ou transferência para áreas mais adequadas. As solturas são realizadas em diferentes áreas, desde fragmentos da Mata Atlântica na área da Univap nos municípios de Jacareí, Monteiro Lobato, que são credenciadas junto ao Ibama, nos estados de Mato Grosso, Goiás e Bahia.

Todos os animais, antes de retornarem aos seus hábitats de origem recebem uma marcação com anilha, microchip ou anel para que possa ser monitorado.

"Dos animais que chegam ao criadouro, de 80 a 90% nós conseguimos reintroduzi-los na natureza, mas alguns infelizmente terão que viver o resto de suas vidas em cativeiro", informou a bióloga. Os animais que não estão mais aptos a retornarem a seus ambientes naturais ficam nos viveiros construídos na universidade, para estudos dos cursos de biologia.

Estima-se que o Brasil movimenta cerca de quinze por cento desse comércio por ser o primeiro na classificação mundial de espécies em números de primatas, borboletas e anfíbios, sendo muitas dessas espécies somente encontradas aqui.

Ainda segundo relatório da Polícia Federal, mais de 38 milhões de animais são retirados ilegalmente de seu hábitat no País todos os anos, sendo que cerca de 40% são exportados.

Fonte: Diário do Comércio Indústria & Serviços

Veja a matéria na íntegra: http://www.dci.com.br/sao-paulo/criadouro-de-sao-jose-reintroduz-animais-na-natureza-id411592.html

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