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Brasil se destaca em Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica

Publicado: Segunda, 10 de Agosto de 2015, 14h06 | Última atualização em Quarta, 19 de Agosto de 2015, 15h45

A equipe brasileira conquistou quatro menções honrosas e terminou na vigésima posição e foi o único país da América Latina a obter premiação. O evento aconteceu entre os dias 26 de julho e 4 de agosto, na Indonésia

A equipe brasileira levou quatro menções honrosas na IX Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA, na sigla em inglês). O evento aconteceu entre os dias 26 de julho e 4 de agosto na cidade de Magelang, na província de Java Central, na Indonésia.

Os premiados da delegação foram Carolina Lima Guimarães (Vitória, ES), Felipe Roz Barscevicius (Sorocaba, SP), João Paulo Krug Paiva (Curitiba, PR) e Yassin Rany Khalil (Primavera do Leste, MT). O grupo ainda contou com o estudante Pedro Henrique da Silva Dias (Porto Alegre, RS) e os líderes Gustavo Rojas (UFSCar) e Eugênio Reis (MAST/MCTI).

"O Brasil sempre foi premiado nas olimpíadas de Astronomia. Neste ano, o nível das provas foi muito elevado. Mesmo assim, nossos alunos conseguiram as menções honrosas, ficando à frente de outros países com tradição na competição. Fomos o único país da América Latina a obter premiação" relatou Gustavo Rojas.

A cerimônia de encerramento aconteceu no templo de Prambanan. O primeiro lugar geral foi de Joandy Pratama, da Indonésia. A equipe brasileira terminou na vigésima posição dentre os 41 países participantes. A próxima edição da IOAA será realizada na Índia em dezembro de 2016.

Preparação

Antes da viagem, os jovens participaram de uma série de treinamentos. Eles estudaram com especialistas no Observatório Abrahão de Moraes, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP) e no Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), em Brasópolis (MG). As aulas tinham como objetivo intensificar a preparação dos alunos diante das provas.

O grupo ainda se reuniu no Planetário Johannes Kepler, situado no Sabina Escola Parque do Conhecimento, em Santo André (SP). Esse encontro serviu para testar os conhecimentos de astronomia no planetário, onde foram simuladas as condições observacionais que encontrariam na Indonésia.

Nova premiação

A estudante capixaba Carolina, que cursa o ensino médio no Instituto Federal do Espírito Santo (IFES), ainda ganhou outro prêmio. Por ter sido a melhor colocada no processo seletivo para as olimpíadas de astronomia no exterior desse ano, ela terá a oportunidade de conhecer as instalações do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês). A viagem será realizada entre os dias 7 e 9 de agosto. Ela irá juntamente com a sua professora, Aline Costalonga Gama.

A iniciativa faz parte da parceria entre a Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e o ESO. Localizado em Cerro Paranal, no deserto do Atacama, no Chile, o Observatório Europeu do Sul possui o conjunto de telescópios (Very Large Telescope, VLT) com os instrumentos ópticos mais avançados da Terra. Ele é composto por quatro telescópios com espelhos principais de 8,2 metros e quatro auxiliares móveis, com espelhos de 1,8 metros.

Inédita no Brasil, a premiação foi dada pelos astrônomos Dr. Tim de Zeeuw, diretor geral do ESO, e Dr. Claudio Henrique de Figueiredo Melo, Chefe do Escritório de Ciências do ESO. O intuito é poder estimular os jovens a estudar mais ainda sobre as ciências espaciais.

Como participar

Para ter a oportunidade de estar em uma destas equipes internacionais, o candidato precisa, primeiramente, de uma excelente pontuação na prova nacional da OBA. Em seguida, é preciso participar de provas seletivas online. E, finalmente, caso seja classificado, o estudante realiza uma prova final presencial.

Depois de todo esse processo, os selecionados para compor as equipes realizam treinamentos intensivos, onde aprendem a operar telescópios, a construir foguetes e bases de lançamento e aprimoram seus conhecimentos de Astronomia.

Organização

A IOAA é reconhecida pela União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês). A organização exige que cada país se comprometa a sediar uma edição da olimpíada, arcando com todas as despesas relativas ao evento, podendo receber apoio de diferentes setores da sociedade. Já a OLAA é coordenada por astrônomos brasileiros, argentinos, uruguaios e de outros países da América Latina. Acontece desde 2009, quando foi fundada na cidade de Montevidéu, no Uruguai. A OBA é organizada por uma comissão formada por membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB).

Sobre o ESO

 O ESO é uma organização intergovernamental de ciência e tecnologia preeminente que se destaca por levar a cabo um programa de trabalhos ambiciosos, focado na concepção, construção e funcionamento de observatórios astronômicos terrestres de ponta. É mantido por 16 países-membros, dois quais Brasil e Polônia estão em processo de ratificação de suas respectivas adesões.

Fonte: Jornal da Ciência

Veja a notícia na íntegra: http://www.jornaldaciencia.org.br/edicoes/?url=http://jcnoticias.jornaldaciencia.org.br/12-brasil-faz-bonito-na-astronomia-e-astrofisica/

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